segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Parabéns Caaporã pelos seus 49 anos de Emancipação Política. Neste 27 de Dezembro. Quero aqui parabenizar. Minha querida cidade. Por mais um ano a completar. Que Deus cubra de bênção e paz. A população deste lugar.

domingo, 22 de julho de 2012

Cordel

Cordel


Caaporã

Minha Terra

Escrito por: Lúcia Santos de Lima

I

Nestes versos que faço

Preste bastante atenção

Dedico todos a Caaporã

Meu sublime torrão

Gosto da minha terrinha

Pois ele vive inteirinha

Dentro do meu coração.


 

II

Esta cidade apareceu

Por volta de 1800

Com nome Boca da Mata

Dado por seus antecedentes

Que ali fixaram residência

Dando o primeiro pontapé

Pra hoje ela ser o que é.


 

III


 

Por volta de 1843

Este lugar pertenceu

Ao Coronel Monteiro

Homem de grande valor

E também ao Coronel Miranda

Que em Miramar ele morou.


 

IV

Depois de um longo tempo

Apareceu um homem forte

Por nome Alberto Lundgren

Provavelmente em 1919

Que compra toda região

Fazendo dela então

O maior centurião.


 

V

Caaporã – Paraíba

Terra da felicidade

Onde o povo hospitaleiro

Na paz da doce amizade

Caaporã é terra bela

Sempre quem visita ela

Voltando sente saudade.


 

VI


 

A cidade foi erguida

Num trecho de terra boa

De Goiana a Pitimbu

Da fronteira a João Pessoa

De Alhandra a Caaporã

Do litoral Norte ao Sul

Nunca vi terra tão boa.


 

VII

Se você achar mais romântico

Pegue um barco ali em Goiana

Vá contemplar a beleza

Da natureza e das canas

Parando em Gongaçari

Você vai encontrar ali

O melhor do Rio Goiana.


 

VIII

Gongaçari é um Porto

Muito importante pra nós

Sempre foi um marco histórico

Com seus lindos manguezais

Sem esquecer que um dia

Ele foi de grande valia

E hoje não ligam mais.


 

IX

Chegando ali neste Porto

Você vai degustar

Camarão, caranguejo, ostra

Peixe, marisco e guajá

Sem falar na cervejinha

Pinga, pirão e galinha

Tudo isso tem por lá.


 

X

Seguindo sua viagem

Nesta mesma embarcação

Você também vai passar

No Porto de Miramar

Foi ali que nos anos 40

Os homens quase se arrebentam

De tanto cal carregar.


 

XI

Este cal para quem não sabe

Era dali exportado

Em grandes embarcações

Por Catolé chamadas

Talvez seja por isso

Que a fazenda Catolé

Este nome tenha herdado.


 

XI

A cidade em toda parte

O verde é predominante

É cidade dos olhos verdes

Como disse um viajante

E quem visitá-la então

Sentirá recordação

Ainda estando distante.


 

XIII

Em Pindorama

Tinha uma árvore

Que se chamava Manguba

Todo mundo admirava

Pela sua enorme altura

Era ali que os passarinhos

Nela faziam seus ninhos

Para a noite sossegar.


 

XIV

Essa árvore tinha uma música

Que se cantava assim:

A Manguba de Caaporã

Só ela quem quer crescer

Tão verde tão enfolhada

Do oceano se vê.


 

XV

Essa árvore gigantesca

Por sinal muito importante

Servia também de guia

Para os altos navegantes

Pois quem ali estava em alto mar

Não precisava se preocupar

Era só olhar para frente.


 

XVI

Caaporã também é terra

Onde ninguém vive a toa

A brisa sopra macia

Suave, gostosa e boa

Quem visita esta cidade

Sempre volta de saudade

Eita que terra boa.


 

XVII

Passando em Caaporã

De longe você vai avistar

Outra beleza importante

Que existe neste lugar

É o Açude Passasunga

Vista bonita e profunda

É uma maravilha o lugar.


 

XVIII

Caaporã terra dos altos coqueiros

E dos lindos manguezais

De gigantes árvores

Centenários e muito mais

Sem falar que até as canas

Com o seu verde também encanta

A beleza deste lugar.


 

XIX

Venha sempre a nossa terra

Tomar um coquinho gelado

Um refresco de caju

Manga, acerola ou cajá,

Venha também deliciar

Que você vai encontrar

Gostosos frutos do mar.


 

XX

Visitando nossa cidade

Você vai se encantar

Das belezas e da natureza

Que existem nesse lugar

Sem falar dos banhos de rios

Que Cupissura e Tiririca

Tem para nos deliciar.


 

XXI

Cupissura tem um rio

Chamado Rio Pitanga

É um bom ponto turístico

Todos finais de semana

Ali você vai encontrar

Homem, mulher e criança

No rio a se bronzear.


 

XXII

Lá no Rio Tiririca

Tem uma linda cachoeira

Que parece uma coisa louca

O clima é saudável

E a beleza não é pouca

Quem direito observar

Fica com água na boca.


 

XXIII

Em Cupissura também tem

O famoso artesanato

Lá você vai encontrar

Tudo que imaginar

Todos os tipos de peça

Da cerâmica existente

Dali daquele lugar.


 

XXIV

Eu adoro Cupissura

Terra dos meus ancestrais

Gosto dela inteirinha

Sem faltar nenhuma beirinha

Pois acho muito bonitinha

E o resto não digo mais.


 

XXV

Em Ana Lopes nós temos

O autêntico pé de serra

E um grupo inovador

Tocando música da terra

E também se precisar

Eles tocam o que quiser

É só avisar.


 

XXVI

Agora pouco descobri

Um famoso caaporense

Filho de Boca da Mata

Senhor muito inteligente

Escritor de várias obras

Fundador e diplomata

Este homem é mesmo uma máquina.


 

XXVII


 

Este caaporense de que falo

É o famoso Domício Coutinho

Radicado na América

Destaque do nosso país

É por isso que eu me orgulho

De ter esta criatura

Da cidade onde nasci.


 

XXVIII

Caaporã é realmente

A Rainha do Litoral Sul

Uma cidade bonita

Calma e muito tranquila

Digo ninguém me proíba

Quem for visitá-la um dia

Nunca mais quer sair de lá.


 

XXIX

Cupissura, Muitos Rios, Ana Lopes

Barreiros, Retirada e Brejo de Lima

Capim de cheiro de Baixo e de Cima

Barreiras, Sítio das Moças Tabu

Tubarão, Catolé e Boqueirão

Todos eles fazem parte do meu querido torrão.


 


 


 

XXX


 

Caaporã não é céu

Mas tem estrela que brilha

Na educação, na saúde

Na arte e também na cultura

Na música e na política

Eu não sei como se explica

Ter tanto brilho assim.


 

XXXI

Aqui envio um abraço

A todo povo Caaporense

Pedindo a Deus do céu

Que proteja esta gente

Abençoando a todos

Com paz, saúde, amor

E muitas felicidades.


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Rua do Hospital Ana Virgínia. Antigamente

Rua de KiKo Supermercado. Antigamente

Maternidade Ana Virgínia. Antigamente

Câmara M. de Caaporã. Antigamente

Prefeitura M. de Caaporã. Antigamente

Rua do Sopão

Rua da Igreja de São Sebastião

Rua da Maternidade

Cordel Memórias de Caaporã

domingo, 6 de maio de 2012

Cultura também é beleza em Caaporã

Caaporã Beleza e Cultura se Misturam

Lúcia Santos de Lima
I



Caaporã minha terra

Berço que me viu nascer

Que me educou me criou

E que também me viu crescer

Por isso gosto da minha terra

Por nada eu troco ela

Vou amá-la até morrer.

II



Caaporã antes tinha

Três festas muito animadas

Uma era a vaquejada

Na Fazenda Tabu realizada

Todo final de ano

Corrida de gado e tourada

Naquela fazenda era comemorada.



III



Hoje Neném vaqueiro

Mantém acessa essa chama

No parque de vaquejada

Reúne toda a vaqueirama

Ali naquele local

Faz uma vaquejada legal

Atraindo o pessoal.

IV

Se você ainda não conhece

Faça uma visitinha lá

Vá ao parque de vaquejada

Garanto você vai gostar

Além da corrida de gado

A beleza da natureza

Que tem ali o lugar.

V



Outra festa muito animada

Era a de São Sebastião

Padroeiro da cidade

Daqui da nossa região

Nos dias 19 e 20 de janeiro

No bairro chamado Saboeiro

Era feita ali um festão.



VI



Tínhamos a festa de Reis

Feita em 5 e 6 de janeiro

Ali em frente ao correio

Com vários tipos de folguedos

Tinha também a tourada

Para animar os vaqueiros

Que gostavam da vaquejada.

VII

No tempo de Boca da Mata

Houve aqui um surto forte

De uma doença chamada

Por nome Bexiga Taboca

Que levou a população

A trazer São Sebastião

Aqui pra nossa região.



VIII

Caaporã hoje tem

Dois padroeiros famosos

Um é São Sebastião

E a outra a Conceição

Mas também tem São José

E o Padre Pedro de pé

Rezando por nossa fé.



IX

Em Caaporã também tem

Várias igrejas evangélicas

Espalhadas pela cidade

E os crentes orando nela

Pedindo a nosso Senhor

Juntamente com o Pastor

Por uma paz mais sincera.



X

Por outro lado nós temos

O catimbó de Biu Toco

Batendo a noite inteira

E baixando os seus cablocos

Mostrando pra seus devotos

Que a vida é mesmo um sufoco.





XI

Agora eu cito as lendas

Que Caaporã antes tinha

Como a corrente de ouro

Que no açude existia

Falava-se que tal corrente

Puxava até os dormentes

Que ali no açude viviam.



XII

Outra lenda do Açude

Era a do carro de boi

Contada pelos antigos

Não sei se assim foi

Diziam que este carro

Vinha com vários escravos

E ali no açude se foi.

XIII

Tinha outra lenda também

Da comadre Fulozinha

Que com fortes assobios

Que na mata alguém ouvia

Dali ficava perdido

Do mundo até esquecido

Sem lembrar o que havia.



XIV

Tinha o pai do mangue

Outra lenda muito falada

Que comprometia caranguejeiros

Que o mangue frequentava

Ou eles deixavam oferendas

Ou os caranguejos pegos

O pai do mangue soltava.



XV

Voltando a lembrar a cultura

Que Boca da Mata tinha

Coco de roda, ciranda,

Pastoril e cavalo marinho

Tinha também caboclinhos

Violeiro e maracatu

E a famosa corrida de argolinhas

XVI

Hoje temos em Cupissura

O Maracatu Leão Furioso

Do nosso amigo Jerônimo

Que é um homem talentoso

E com seu potencial

Mostra a todo pessoal

A cultura de um povo.



XVII

Temos no Conjunto Vitória

Os caboclinhos Tupã

Dos amigos Cândido e Neta

Que moram em Caaporã

Trabalhando com sufoco

Para equipar seus cablocos

Os jovens de Caaporã.



XVIII

Os amigos Neta e Cândido

Vieram para abrilhantar

Resgatando uma cultura

Que existia nesse lugar

Junto com seu pessoal

Mostrando seu potencial

Aonde for se apresentar.

XIX

Tem também meu irmão Lela

Com sua boneca charmosa

Animando o carnaval

Nesta cidade maravilhosa

E mostrando a população

Que sua boneca já é

Realmente uma tradição.



XX



Temos hoje em Caaporã

Um carnaval animado

Com o bloco Tô à Toa de Pipo

E o bloco koice de Saulo

Tem o bacalhau do Carneiro

Na quarta-feira de cinzas

Terminado assim os festejos.



XXI

Chegando a Caaporã

Você vai encontrar

Vários pontos turísticos

Que existe neste lugar

O que falta é apenas

Estrutura adequada

Para o povo a ele chegar.

XXII

Começando por Gongaçari

Onde você pode degustar

As delícias ali existentes

Todas do fruto do mar

E curtir a natureza

Dos manguezais a beleza

E o sossego do lugar.



XXIII

Já em Cupissura temos

O banho do Rio Pitanga

É uma boa curtição

Todo final de semana

Tem também muita comida

Mulher,música e bebida

Garanto você vai gostar.

XXIV

Ali neste mesmo local

Toda segunda-feira tem

A chamada segunda sem lei

Onde quem manda é o freguês

Lá a censura é liberada

A rua é interditada

São mesmo uns fora da lei.







XXV

Caaporã antes tinha

Um lindo cartão postal

A manguba de Pindorama

Que hoje não existe mais

Mas existe o Passasssunga

Com suas águas profundas

E a natureza local.

XXVI



Temos também em Caaporã

Um local hoje esquecido

É o Oiteiro do Amparo

Com suas antigas ruínas

Tinha também no local

Um sobrado bem legal

Com vista pra o manguezal.



XXVII



Tínhamos ali outra localidade

Tabu de cima e Monte Sinai

Como também Piranga

Com suas atividades culturais

Todo final de semana

Coco de roda, violeiro e ciranda

Animava ali aquele local.

XXVIII

Com destino a Retirada

Você vai encontrar

O rio Tiririca

Que maravilha de lugar

Com suas águas geladas

E sua área arborizada

Faça uma visitinha lá.



XXIX

Não estou exagerando

Dizendo o que Caaporã é

Pra mim é muito linda

Que beleza que ela é

Se alguém achar estranho

Vá até a comporta tome banho

Ou vá andar de barco na maré.



XXX



A Todos os conterrâneos

Vai aqui o meu apelo

Preserve a nossa cidade

Cuide mais e tenha zelo

Pra que nossos filhos e netos

Futuramente se orgulhem

De viver em uma cidade com zelo.